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Site para consultor imobiliário: o que precisa de ter para trazer contactos

Por , cTO da BluesoftPublicado a 5 min de leitura
Esquina de um prédio antigo cor-de-rosa com águas-furtadas, contra um céu cinzento
Foto: Annie Spratt / Unsplash

Abra o site de dez consultores imobiliários. Quase todos têm a mesma estrutura: fotografia do consultor, lista de imóveis puxada do portal, formulário de contacto. Nenhum diz em que concelho trabalha logo na primeira linha.

Um site para consultor imobiliário serve para uma coisa concreta: convencer quem quer vender casa numa zona, ou quem procura um consultor nessa zona, a fazer o primeiro contacto. Tudo o resto é acessório.

Este artigo lista o que esse site precisa de ter, página a página, e o que costuma estragar o trabalho.

O que precisa de ter a página inicial?

A página inicial precisa de dizer, nas primeiras palavras visíveis, quem é o consultor, onde trabalha e o que faz por quem quer vender. "Consultor imobiliário em Oeiras, especializado na venda de apartamentos em Paço de Arcos e Caxias" diz mais do que qualquer slogan.

Abaixo do título, poucos elementos bastam: um resumo do que o consultor faz de diferente, as zonas onde atua com ligação às respetivas páginas, dois ou três casos de venda recentes e a forma de contacto. Os imóveis em carteira podem aparecer, mas não devem ser a primeira coisa que se vê.

Porque é que as páginas de zona são o coração do site?

As páginas de zona respondem a pesquisas como "vender casa em Carcavelos" ou "consultor imobiliário em Algés". Sem elas, o site só pode aparecer para o nome do consultor, que ninguém pesquisa antes de o conhecer.

Cada página de zona deve ter conteúdo que só quem trabalha lá sabe escrever: o tipo de imóveis que mais se vende, as ruas mais procuradas, o tempo que uma casa costuma demorar a vender, os erros habituais ao fixar o preço.

A regra está explicada no artigo sobre páginas de zona para imobiliário: uma página por zona, cada uma com texto próprio, e só para zonas onde o consultor tem mesmo trabalho feito.

Como mostrar quem é o consultor

A página "Quem sou" é das mais visitadas num site de consultor, logo a seguir à inicial. É onde o proprietário decide se confia. O Google e os assistentes de IA também a usam para avaliar a experiência e a credibilidade do autor, aquilo a que se chama E-E-A-T.

Uma boa página de consultor inclui:

  • Anos de atividade e zonas concretas: "trabalho em Sintra desde 2015, sobretudo em Algueirão e Mem Martins" pesa mais do que "vasta experiência".
  • Licença AMI e mediadora: o número da licença e o nome da empresa a que está ligado, para quem quiser confirmar.
  • Fotografia real: do consultor, tirada de preferência na zona, em vez de uma imagem de banco.
  • Casos de venda com contexto: o que o imóvel era, qual foi a dificuldade e como se resolveu.
  • Testemunhos com nome e freguesia: um testemunho anónimo vale pouco. "Ana R., Massamá" já diz algo.

Que detalhes técnicos fazem diferença?

Contactos consistentes em todo o lado

O nome, a morada e o telefone do consultor, o chamado NAP, têm de ser iguais no site, na ficha do Google, nos portais e nas redes sociais. Uma morada escrita de três formas diferentes confunde o Google e enfraquece o SEO local. A morada completa deve estar no rodapé de todas as páginas.

Velocidade e telemóvel

A maior parte das pesquisas locais é feita no telemóvel, muitas vezes em frente a uma casa. Fotografias sem compressão são a causa mais comum de sites lentos. Cada imagem deve ser reduzida antes de ser carregada, e o site testado num telemóvel de gama média.

Dados estruturados

Os dados estruturados são um bloco de código que diz ao Google que aquela página pertence a um consultor imobiliário com determinado nome, morada, telefone e zona de atuação. O tipo RealEstateAgent existe para isto. Para os casos de venda e as perguntas frequentes há tipos próprios, que ajudam os assistentes de IA a citar o site.

O que costuma estragar um site de consultor

Erros que se repetem em quase todos os sites que auditamos:

  • Site clonado da rede ou da mediadora: dezenas de consultores com o mesmo modelo, o mesmo texto e um subdomínio que não lhes pertence. O Google não tem razão para mostrar um em vez dos outros.
  • Imóveis só via portal: quando a lista de imóveis é um widget do portal, o conteúdo pertence ao portal e o site do consultor fica vazio aos olhos do Google.
  • Sem morada nem zona: um site que não diz onde o consultor trabalha não pode aparecer em pesquisas locais.
  • Formulário como único contacto: muitos proprietários preferem ligar ou mandar mensagem. O telefone e o WhatsApp devem estar visíveis em todas as páginas.

A auditoria gratuita que fazemos na Bluesoft verifica estes pontos e mostra onde o site está hoje nas pesquisas do concelho.

Perguntas frequentes

Um consultor imobiliário precisa de site próprio se está numa rede?

Precisa, se quer que o trabalho de visibilidade fique com ele. O site da rede promove a rede. O domínio próprio acumula histórico e acompanha o consultor se mudar de casa.

Quantas páginas deve ter um site de consultor imobiliário?

As suficientes para cobrir a página inicial, o consultor, os contactos, cada zona onde trabalha e os casos de venda. Oito páginas bem escritas rendem mais do que cinquenta vazias.

Devo pôr os imóveis à venda no site?

Sim, desde que estejam no domínio do consultor, com texto próprio e fora de widgets do portal. Os imóveis são o complemento. As páginas de zona e a página do consultor são a base.

Quanto tempo demora um site novo a trazer contactos?

Depende da concorrência no concelho e do conteúdo com que arranca. Os primeiros movimentos costumam aparecer ao fim de alguns meses.

O site substitui a ficha do Google?

Não. A ficha traz os contactos imediatos do mapa e o site sustenta a visibilidade a médio prazo. Os dois devem apontar um para o outro.

Para decidir o que vem a seguir, leia o guia de SEO para consultores imobiliários.